Objectivo - "Caminhos do Futuro"

Conheci Pardilhó há mais de 50 anos e a esta Vila estou ligado por razões familiares, onde possuo a minha segunda residência.

Aprendi a gostar desta

“Vila Ribeirinha no Coração da Ria de Aveiro”

e a viver a sua lenta evolução.

Muitos de nós, pensamos, falamos mas pouco actuamos. Falta-nos

O DESPERTAR

Foi este sentimento que me moveu a criar este Blog, onde, com respeito pelo passado, se analise o presente e dinamize o futuro.

Queremos desenvolver ideias, apresentar sugestões, ajudar a construir muito do que esta Vila carece.

Pretendemos também, chegar perto daqueles que lá longe, forçados a deixar a sua terra, nunca a esqueceram.

O futuro dos nossos sonhos está nas nossas mãos.

VAMOS DESPERTAR PARDILHÓ !

Ao criarmos a frase:

"Vila Ribeirinha no Coração da Ria de Aveiro"

Fizemo-lo para distinguir a nossa Vila no contexto geográfico em que a mesma se situa.

Se imaginarmos a Ria de Aveiro como um corpo humano, teremos a cabeça a Norte em Ovar e os pés a Sul em Terras de Mira.

Continuando a observar esse corpo, podemos constatar que no seu lado esquerdo se situa o coração, é PARDILHÓ.

Assim, ao usarmos esta frase, estamos não só a referenciar como a dignificar a nossa Vila.

Antes do que o Moliceiro e a Enguia, ela também está no coração da Ria!...

Se gostarem usem e abusem desta frase!

Pardilhó ficará agradecida.


sábado, 3 de abril de 2010


Em plena Primavera, apetece falar de flores.
Pardilhó será, se todos os Pardilhoenses quiserem, uma notável Vila Florida, tornando-se assim na janela turística do Concelho de Estarreja.
A sua vasta frente marítima e as suas seis ribeiras, uma vez requalificadas, são por si só, já um motivo natural.
Pardilhó. necessita de outros requisitos que a caracterizem, para atrair visitantes contribuindo, assim, para o tão necessário desenvolvimento sócio-económico da Vila.
A Junta de Freguesia, tem de “despertar” para novas ideias e não ficar sujeita a ver o tempo passar; quatro anos de exercício, é tempo muito restrito.
Daí trazermos hoje esta sugestão.
Se cada Pardilhoense colocar mais uma floreira ou um vaso na sua janela ou no seu portal, em breve Pardilhó terá mais um motivo de referência e de orgulho.
São inúmeras as vilas e cidades conhecidas em Espanha e França, que fazem das flores, o embelezamento das suas janelas e varandas.
Na Andaluzia, muitas fachadas floridas das casas, são autênticos ex-libris das respectivas localidades.
Lahr, jovem cidade alemã do alto Reno, é conhecida na Europa como a cidade das flores onde, anualmente, se realiza a festa do crisântemo, atraindo milhares de visitantes.
Os Pardilhoenses podem tornar a Vila mais atraente, se a população for sensibilizada para a importância da flor e dos espaços verdes, e neste capítulo há também que motivar a juventude.
Num adequado programa de Festas de Verão, pode incluir-se um desfile  de crianças transportando flores, tendo como destino, o Centro da Vila em redor do Cruzeiro.

A Câmara Municipal deve colaborar, colocando junto à parede lateral da Igreja de S. Pedro, grandes taças com flores perenes, valorizando o já acolhedor centro cívico.
A criação de um simples póster a incentivar esta iniciativa e a ser colocado junto do comércio local, irá “DESPERTAR” a população.
O custo de mais uma floreira ou de um vaso é pouco significativo, e existem modelos já apropriados com armações metálicas, para serem colocados nas janelas.
Fazemos votos para que a Junta de Freguesia, cujo executivo é muito reduzido, crie uma comissão de apoio para levar por diante esta sugestão, que deveria começar pelo edifício da Junta, pelos moradores e comerciantes do centro da Vila.

- Nós vamos colocar a nossa floreira. à janela, queremos contribuir para tornar ...


PARDILHÓ UMA VILA FLORIDA

segunda-feira, 1 de março de 2010






Portugal é um país de Micro, Pequenas e Médias Empresas, que contribuem de forma muito relevante para o desenvolvimento do país, quer do ponto de vista económico, contribuindo para o seu Produto Interno Bruto, quer do ponto de vista social, criando emprego e gerando bem estar social.

Em termos do desenvolvimento regional, as Pequenas e Micro Empresas assumem um papel determinante, na medida em fixam população activa que de outra forma teria tendência para migrar procurando trabalho nos maiores centros populacionais. O que contraria a potencial desertificação de algumas regiões mais remotas e com menos recursos, factor muito relevante no desenvolvimento sustentável do nosso país.

Por tudo isto deve ser estimulada criação das Pequenas e Micro Empresas, não só com os incentivos do Estado, mas também com o acesso mais fácil ao crédito (mesmo ao micro crédito) junto das Instituições Financeiras.

O apoio do Estado deve ser articulado com as Autarquias que melhor conhecem a realidade das suas comunidades, as suas necessidades e potencialidades. Um apoio que se estenda à ajuda no processo de geração de ideias e constituição das empresas, direccionando-as para a produção de bens e serviços e sua comercialização que melhor aproveitem as vantagens competitivas de cada região.

Deve ser disponibilizada uma adequada e orientada formação técnica e profissional, se possível na própria região, para que os recursos humanos sejam mais qualificados na profissão. Assim, para além de fixarem a população nas regiões de origem, as pequenas e micro empresas, muitas de raiz familiar, asseguram uma mão-de-obra qualificada, o que potencia uma actividade económica mais ganhadora e competitiva. 

Se olharmos para a região da Ria de Aveiro, encontramos diversos exemplos de actividades que poderiam ser desenvolvidas, tendo presente factores como a geografia, o clima, os solos, a cultura, as tradições, o conhecimento actual e antepassado, a proximidade de universidades:


Artesanato – Tapetes em teares / olarias / trabalhos em madeira 

Construção de Embarcações - embarcações de recreio e de pesca típicas ou outras

Gastronomia e Restauração – Enguias / Rojões / Leitão / Pescados / Doçarias / Conservas

Pesca – economia da pesca de rio e de mar e comércio dos seus acessórios

Turismo – aproveitamento das características impares da Ria, seus esteiros e envolvente 

Novas Tecnologias - aproveitamento dos conhecimentos nesta área da Universidade de Aveiro

Agricultura – desenvolvimento de espécies em estufas ou ar livre (vegetais / frutas / flores)

Pecuária – criação de gado em especial bovino e por raças / carne e lacticínios


Paulo Martins - Economista




Seríamos incoerentes, se ao termos evocado  algumas figuras da nossa terra, não prestássemos homenagem a um poeta de Pardilhó, José Bento.
José Bento de Almeida e Silva, nasceu em Pardilhó a 17 de Novembro de 1932.
Fez os seus estudos primários em Pardilhó, com o Professor Reis.
Posteriormente estudou no Porto e em Lisboa, tendo concluído o curso de Contabilidade no Instituto Comercial de Lisboa.
Colaborou em diversas revistas literárias e no Jornal “O concelho de Estarreja”, tendo chegado a dirigir a revista “Cassiopeia”, que fundou com outros em 1955.
É nos anos cinquenta que se revela como poeta, afirmando-se como crítico literário, tradutor e grande divulgador da literatura Hispânica.
Foi um excelente tradutor de inúmeros poemas de língua espanhola, traduzindo Gabriel Celaya, Pablo Neruda, Cemuda, Quevedo, de entre outros.
Atingiu notável prestígio com a publicação de três colectâneas monumentais:
- “Antologia da Poesia Espanhola do Siglo de Ora”
- “Antologia da Poesia Espanhola das Origens do Século XIX” e
. “Antologia da Poesia Espanhola Contemporânea”
Foi condecorado em 1992 pelo Rei Juan Carlos com a medalha de mérito das Belas Artes.
Em 1992, foi agraciado com a Ordem do Infante, concedida pelo Presidente da República Dr. Mário Soares.
Em 1996, recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Municipal,
atribuída pela Câmara Municipal de Estarreja.
Do seu livro “Um Sossegado Silêncio”, que possuímos, extraímos dois poemas que temos o maior prazer em publicar. 


Jardim outrora meu e hoje alheio: 
canteiros depreciados 
pela junça, a nortada, a soledade, 
e mãos daninhas, mercenários, 
que dessangram o chão antes fecundo: 
corpos com nome de que ninguém se lembra 
que, embora quebradiços, 
caules maltratados mas rebeldes, 
aí vacilam, respiram, talvez cantem 
como eu desejaria 
◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘◘ 
A idade não nos despoja, 
cumula-nos como coisas: 
há cada vez mais retratos 
caras e livros por ler, 
flores negras, frutos brancos, 
sombras em quartos soalheiros, 
mais discos e luz insones 
a pedir sono e mãos próximas 
mais punhais
mais insidiosos 
contra corações 
mais plenos.


“A cultura está acima da diferença da condição social”
Confúcio



Não se conhece com exactidão porquê terá levado Pardilhó a adoptar São Pedro como o seu orago.
Provavelmente, por a povoação ter uma larga frente virada para a Ria e desde sempre ter desenvolvido a actividade piscatória. Todos sabemos que São Pedro é o padroeiro dos pescadores.
Desde longos tempos que as festas em honra de São Pedro, são tidas como o expoente máximo da Freguesia, esperando-se que neste ano de 2010, venham a ser realizadas condignamente
A Igreja de São Pedro de Pardilhó, começou a ser construída no ano de 1812, edificada em terreno de pinhal, a poucos metros de uma capela ali erigida no reinado de Filipe III (1638).  A sua inauguração, embora ainda inacabada, ocorreu no dia de São Pedro a 29 de Junho de 1835.
As obras mais recentes de conservação e restauro, tiveram lugar no ano de 1969.
A igreja é um edifício construído à traça vulgar na época, sem quaisquer adornos exteriores
É no seu interior que mais se valoriza, com destaque para o altar-mor, cinco retábulos de inspiração setecentista e algumas estátuas em madeira.
A Igreja de São Pedro de Pardilhó, tem agora um melhor enquadramento, após as obras do Centro Cívico, em bom momento realizadas, pela Câmara Municipal de Estarreja,
Temos o maior prazer em inserir uma bela fotografia, que nos foi amavelmente enviada pelo nosso amigo Sr. António Santos.





terça-feira, 9 de fevereiro de 2010




Pardilhó necessita de motivos que a identifiquem e a caracterizem.
A não existência no Concelho de um doce marcadamente regional, levou-me, há cerca de um ano a criar :
AS BRISAS DE PARDILHÓ

Recuperada uma velha receita conventual, criei a imagem, as caixas, o poster, etc. e procedi ao seu registo no INSTITUTO NACIONAL DE PROPRIEDADE INDUSTRIAL, estando as BRISAS DE PARDILHÓ protegidas sob o registo nº. 442624.
O mais difícil está feito; no entanto, por estranho que pareça, até ao momento não consegui encontrar, em Pardilhó, um fabricante de bolos interessado neste projecto.
A nossa perseverança irá com certeza, em breve, permitir que este doce regional esteja disponível no mercado.
Entretanto, criámos também uma pequena história, que irá acompanhar os bolos dentro de cada caixa de seis unidades, a qual passamos a transcrever :

► Em 1257, foi doado por D. Afonso III ao Convento de Arouca, todo o território abrangente onde hoje se situa Pardilhó.
Nos anos de 1346 a 1357 esse Convento tinha como Abadessa Dona Guiomar.
Senhora de fino trato, muito apreciava de quando em quando, vir passear até às margens da Ria de Aveiro.
Nesses passeios, fazia-se acompanhar de alguma criadagem que deslocava farto e diversificado farnel.
Seria aqui na Ria e na zona de Pardilhó, que saboreava esse apetecível “banquete”, onde não faltavam os doces celebrizados em todos os conventos da Ordem de Cister.
De entre essas iguarias, Dona Guiomar dava especial preferência a uns deliciosos bolinhos, feitos de amêndoa e ovos, que dizia serem mais gostosos enquanto comidos a sentir a brisa da Ria em Pardilhó.
É pois, recuperando essa ancestral receita e memorizando algo do passado, que nasceram as “Brisas de Pardilhó” um agradável doce regional desta Vila Ribeirinha no Coração da Ria de Aveiro.◄

Esperamos em breve, sem pompa, mas com circunstância poder anunciar que as BRISAS DE PARDILHÓ estão disponíveis para serem saboreadas.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010








Pardilhó já tem a sua biblioteca, um polo de leitura, adstrito à Biblioteca de Estarreja, instalada no lº. andar do mesmo edifício onde funciona o Posto Médico.

Tudo o que seja aproximar o povo da cultura, é louvável e uma biblioteca acessível ao público, constitui um ponto de referência para ajudar nos hábitos de leitura.

A literacia é a capacidade de ler e compreender o que se lê.
Toda a sociedade, tem o dever de mobilizar-se para que cada vez mais os cidadãos adquiram o gosto de ler. É reconhecido que Portugal tem o mais baixo nível de literacia.

A televisão que tantos apreciam, pelo tempo que nos ocupa, nem sempre contribui para estimular o gosto pela leitura,. A informação que a TV nos presta é insuficiente, por vezes mal elaborada e escassa  para elevar o nosso conhecimento cultural.
É urgente subir o nível de literacia em Portugal.
Só um Português em cada cinco tem um nível médio de cultura.

Um recente estudo da OCDE coloca Portugal como sendo o país de menos literacia entre os seus pares da Europa.

Também, um recente estudo efectuado pela Data Angel em Portugal a pedido do Plano Nacional de Leitura e apresentado na Fundação Gulbenkian, deu como resultado, Portugal ser o país com mais baixos níveis de competências de literacia.

Por exemplo, na Suécia, o nível médio  é de quatro em cada cinco Suecos.
Se não se aumentar rapidamente o nível de instrução do nosso Povo, o país pode enfrentar dificuldades na realização dos seus objectivos económicos e sociais, com o consequente declínio do seu nível de vida.

São pois de saudar, todas as iniciativas que ajudem a promover o interesse pela leitura e pelo aumento dos seus conhecimentos.

A Biblioteca de Pardilhó, dispõe também da componente INTERNET, hoje indispensável aos jovens, que convém atrair para este polo cultural.

Algo de importante deverá ser feito em Pardilhó junto das escolas e dos professores, de modo a promover a Biblioteca, interessando os jovens.
O horário bastante diversificado é acessível nas várias horas do dia.

Num gesto de responsabilidade social que a todos nos compete, registamos com agrado que o “Clube Pardilhoense” e a “Associação Cultural e Recreativa  Saavedra Guedes” ofereceram os seus espólios bibliotecários ao polo de Pardilhó.

Mas a todos nós também nos cabe enriquecer a Biblioteca com a dádiva de livros. Em nossas casas, existem certamente alguns livros que já não lemos, que podemos disponibilizar.

Há cerca de três anos, entreguei à Biblioteca de Estarreja  cerca de 50 livros praticamente novos, espero agora poder entregar em Pardilhó, cerca de 70 exemplares, na sua maioria novos.

O “Despertar Pardilhó” deixa aqui um apelo:

Entreguem na Junta de Freguesia, ou no polo de leitura, alguns livros retirados das vossas estantes. Vamos enriquecer a nossa Biblioteca, o futuro nos agradecerá.

“Portugal precisa de um Choque Cívico”, temos de aumentar urgentemente o nosso nível de cultura.

Todos somos poucos para consegui-lo”

terça-feira, 19 de janeiro de 2010




 

A World Wide Fund” Fundo para a Natureza, é uma das principais organizações Mundiais ambientalistas do Planeta, criada em 1961, quando um grupo de cientistas, preocupados com a devastação da Natureza e os seus efeitos sobre o Planeta, criou a WWF, mais precisamente no dia 11 de Setembro, na cidade Suíça de Zurich.
Desde então, todo o seu trabalho tem sido dedicado à protecção de florestas e de animais ameaçados.
Para cobrir a sua acção, começou a estabelecer organizações nacionais, tendo-se iniciado pela Grã-Bretanha e Estados Unidos.
Estas associações recolhem igualmente fundos que lhes permitem efectuar muitas campanhas em diversos países, como Equador, Quénia, Costa Rica, etc..
Em 1980 chegou à China, tendo como objectivo principal proteger o Panda, símbolo oficial daquele país.
A organização tem-se mantido activa e preocupada em combater diversos tipos de poluição, que afectam o solo, a atmosfera, a água doce e os oceanos.
Com quase cinco milhões de associados, distribuídos pelos cinco continentes, actuando activamente em mais de 100 países, a WWF é uma Fundação ao serviço da Humanidade.
Quando nos referimos a uma organização desta natureza e dimensão.
Temos a certeza que será MOTIVO PARA REFLECTIR.
Pode cada um de nós ficar indiferente a uma organização desta natureza ?
Em tempos remotos, a quantidade de animais e plantas era tanto no Planeta, que o Homem não chegava a representar qualquer tipo de ameaça às espécies existente.
Mas hoje ???
Estaremos conscientes de que a água é um bem necessário e escasseia ?
Estamos a usá-la convenientemente ?
E as árvores que estamos a abater, estamos a substitui-las ?
Na Tailândia, por cada árvore abatida, o governo exige a plantação de duas.
Vamos todos reflectir, se é que queremos deixar um Mundo mais equilibrado para as gerações do futuro.









(COM MÚSICA)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010



Por considerar oportuno e urgente, abordamos hoje este tema.
Naquilo em que o cidadão comum  mais pode participar na protecção do meio ambiente é na reciclagem, Diariamente deitamos nos caixotes do lixo, papel, pilhas e baterias, plástico, metal e vidro, cujo destino deveria ser o ecoponto.
Esses artigos, devidamente separados, devem ter como destino:


PAPEL – contentor azul
VIDRO – contentor verde
PLÁSTICO,  METAL e EMBALAGENS de LÍQUIDOS – contentor amarelo
PILHAS e BATERIAS – no pilhão


Se assim o fizermos, estamos a contribuir para que se cortem menos árvores, se retire menos areia dos rios e se reduza o consumo do petróleo.


Ponderemos:
um saco de plástico demora cerca de 500 anos a decompor-se numa lixeira;
o vidro demora muitas centenas de anos e
o metal, pilhas e baterias, a sua lenta decomposição vai contaminar rios, lagos e lençóis de água subterrâneos.


Sendo Portugal um país onde existem mais ecopontos  por habitante, temos de tomar em consideração a mobilidade das populações. Nas vilas e aldeias um ecoponto, acessível perto de casa é um sinal positivo e estimulante para a sua utilização.



Numa recente e atenta volta  que demos por Pardilhó, constatámos que existem vários locais a exigir a colocação de um ecoponto, dado que os existentes se encontram muito distantes entre si.
Dos vários locais que assinalámos, salientamos a Rua da Imprensa e o largo junto à Casa Pombo, embora haja muitos mais.



A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Estarreja, têm que observar atentamente esta situação.


A Humanidade enfrenta uma terrível catástrofe  e os  Portugueses devem estar conscientes, de forma a agir contra as alterações climáticas
A separação do lixo para reciclagem é pois uma actividade de eleição e ao alcance do cidadão comum. Se não formos conscientes. o Mundo poderá sofrer consequências irreparáveis.
Se até ao final deste século a temperatura média da Terra subir 4 graus, metade dos glaciares vão derreter-se, as águas subirão, o que significa que muitas ilhas deixarão de existir.
Portugal com uma costa marítima de 1860 Kms irá ver alterada a sua geografia.


A Ria de Aveiro jamais será como hoje a vemos e muitas terras ficarão para sempre submersas.
A recente Conferência Internacional sobre as alterações climáticas, realizada em Copenhagen, representou um momento determinante da História da Humanidade.


Durante duas semanas, representantes de 192 países discutiram, ao mais alto nível, as questões climáticas.
Mesmo sem terem chegado a um acordo vinculativo, esta reunião serviu para alertar uma vez mais o Mundo, para a importância do problema que a todos nos envolve.
Portugal teve, na última década, um aumento da temperatura de 0,33º muito acima da média, que se verifica em termos mundiais.


Para darmos às gerações futuras, um planeta melhor, todos temos que colaborar conscientemente.


Para ver e pensar

domingo, 3 de janeiro de 2010





Voltamos à Gente em Foco, para referenciar mais algumas figuras da nossa Vila.
Pardilhó desfruta de uma vasta frente virada para a Ria com cerca de 7 Km, na qual se inserem as suas 6 ribeiras

Ao longo dos tempos esta excepcional condição, tornou-se apetecível para a actividade da pesca artesanal, exercida por muitos pescadores locais.

Todavia, a qualidade das águas da Ria, tem vindo a deteriorar-se devido à não recolha do moliço, ao assoreamento e à poluição. Desta situação, resulta menor oferta das espécies piscícolas.

O peixe escasseia, o que tem vindo a reduzir progressivamente a actividade dos que da pesca artesanal, fazem o seu sustento.

Mesmo assim, alguns persistem e tivemos o prazer de falar com dois dos mais antigos pescadores, residentes em Pardilhó: Manuel Amador e José Acabou.

Ambos nos disseram que começaram a pescar com seus pais, por volta dos 6/7 anos de idade e toda a sua vida tem sido labutando na Ria em busca do peixe que vai faltando.
Mesmo assim, gostam e continuam na sua actividade.

A referência a estas duas figuras pretende homenagear muitas outras, que continuam “remando contra a maré”.



Manuel Amador – 72 anos - Pescador















 


Depois de mais um dia de trabalho  amarrou a sua embarcação na ribeira das Bulhas.

Junto da sua casa, foi-nos contando algo da sua vida na Ria, recordando que o maior peixe que pescou, foi um robalo de 6Kg.




José Acabou – 65 anos - Pescador



















Num dia agreste com muita chuva, não deixou de exercer a sua faina. A vida assim o obriga.

E no regresso à Ribeira da Aldeia, trouxe na sua bateira, alguns quilos de enguias.



Outra actividade que também mereceu o nosso interesse, foi o tão apetitoso leitão assado à Bairrada, símbolo gastronómico do Distrito de Aveiro.

É um dos pratos regionais mais conhecidos e apetecidos, com séculos de tradição.

Embora a sul também exista uma região muito apreciada “Negrais”, é na Bairrada, principalmente, na zona da Mealhada, que este prato típico tem a sua maior repercussão.

Pardilhó, desde 1998 também tem o seu leitão assado à Bairrada em instalações higienicamente aprovadas  e controladas pela respectiva entidade sanitária.

O Sr. Julião Ferreira dos Santos, com quem tivemos o prazer de conversar, mostrou-nos um excelente leitão assado, que comparado com outros assadores do Distrito, não podíamos deixar de o referenciar.

Assim, no Monte de Cima, também temos este típico e delicioso manjar.




Julião Ferreira dos Santos - Assador
 

















Na sua casa, mais conhecida por Julião dos Leitões, que belo exemplar à saída do forno...







sexta-feira, 4 de dezembro de 2009


 
A família é o Porto de Abrigo, onde nos sentimos bem e onde nos orgulhamos de pertencer.
Na família encontramos os valores mais emotivos que procuramos praticar, como o Amor, a Bondade e a Partilha.
Na família encontramos todas as nossas estradas e mares, quando queremos força.
Nela encontramos a calma para as nossas angústias e a energia para procurarmos ser sempre melhores, como Pessoas.
Encontramos o sonho para termos vontade de conquistar o futuro.
Encontramos os laços mais bonitos, da mãe que nos aqueceu desde que nascemos, do pai que nos beijou na testa, dos filhos que fizemos com ternura e amor e a quem queremos mais do que tudo, dos irmãos com quem queremos repartir a caminhada, dos cunhados e cunhadas que multiplicaram os laços de fraternidade, dos sobrinhos que também amamos muito e de todos os que nos querem com muita verdade.
Na família podemos ser quem somos, porque há espaço para o apoio e para a ajuda nas dificuldades.
Na família que nos faz nascer encontramos tudo o que somos.
Na família que construímos, encontramos tudo o que queremos ser e a nossa melhor forma de nos projectarmos para o futuro e de amarmos.
A família é a obra de amor que mais nos inspira e ajuda a viver!

Maria João Martins (psicóloga)